Rating & Endividamento

 

Devido à condição do setor regulado e ao rebaixamento do rating soberano do Brasil pela S&P em 17 de fevereiro de 2016, os ratings de crédito corporativo da Neoenergia, Coelba, Celpe e Cosern foram rebaixados de ‘brAA+’ para ‘brAA-‘ na Escala Nacional Brasil com perspectiva negativa. Nessa data a Itapebi, Termopernambuco e NC Energia sofreram rebaixamento nos seus Ratings de Emissão que passaram de ‘brAA’ para ‘brA+’.

 

Em 27 de março de 2017, a S&P reafirmou os ratings de crédito corporativo estabelecidos na revisão anterior atribuídos a Neoenergia e suas subsidiárias mantendo em ‘brAA-‘ na Escala Nacional Brasil com perspectiva negativa.

 

Em 26 de julho, a Fitch Ratings Ltda. atribuiu o Rating Inicial de Longo Prazo em escala Nacional para a Elektro Redes, definindo a classificação de ‘AA+(bra)’, Observação Negativa. Em 04 de setembro de 2017, a Fitch removeu a Observação Negativa do Rating Nacional de Longo Prazo da Companhia e o rebaixou para ‘AA-(bra)’, Perspectiva Estável, após a conclusão da reestruturação societária.

 

Rating

 

Em setembro de 2017, a dívida bruta consolidada da Neoenergia, incluindo empréstimos, debêntures e instrumentos financeiros, foi de R$ 17.346.582 mil (dívida líquida R$ 12.923.431 mil), apresentando um crescimento de 31% (R$ 3.038.548 mil) em relação a dezembro de 2016. Neste contexto, o efeito da incorporação da Elektro representa um impacto de R$ 3.674.032 na dívida bruta e de R$ 2.578.069 no endividamento líquido. O valor do endividamento total em setembro de 2017, da Neoenergia contava com 68% da dívida contabilizada no longo prazo e 32% no curto prazo.

 

O indicador financeiro Dívida total líquida/EBITDA passou de 3,68 em 31 de dezembro de 2016 para 4,58 em 30 de setembro de 2017.

 

Devido à incorporação da Elektro Holding S.A. pela Companhia, em 24 de agosto de 2017, após a consolidação contábil, nos termos do Pronunciamento Técnico CPC 36 – Demonstrações Consolidadas, a Companhia reconheceu, no momento da incorporação, o saldo de todas as linhas de balanço, incluindo, mas não se limitando, a dívida total. Entretanto, o resultado da Companhia combinado com o da Elektro passou a ser consolidado apenas a partir da data da incorporação. Em decorrência desse critério contábil assimétrico entre as linhas de balanço e resultado, há o descasamento temporal na consolidação, o que afeta de maneira desproporcional a apuração do EBITDA e do Resultado Financeiro, acarretando o descumprimento de obrigações, por parte da Companhia, de manutenção de indicadores calculados com base no EBITDA e no Resultado Financeiro, previstos originalmente nos contratos financeiros.

 

Nesse sentido, todos os contratos que preveem apuração de índices financeiros com base nas demonstrações financeiras consolidada da Neoenergia S.A. obtiveram anuência para deixar de apurar os referidos índices por 12 meses, ou foram aditados ou ainda obtiveram anuência prévia para alteração da metodologia de cálculo destes índices financeiros para prever a inclusão do resultado dos últimos 12 meses das companhias que foram ou venham a ser controladas em virtude de processos de incorporação (cálculo pró-forma) e, portanto, não houve descumprimento contratual.

 

Considerando o cálculo pró-forma o valor da Dívida total líquida/EBITDA em setembro de 2017 foi de 3,53.